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PONTOS DE PRETOS VELHOS

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1 PONTOS DE PRETOS VELHOS em Qui 14 Maio - 6:50

01

Um galhinho de arruda
A vovó me deu
Um galhinho de arruda
Pra me proteger
Eu agradeço a essa linda Preta Velha
Um galhinho de arruda
Ela me ofereceu
Eu agradeço a essa linda Preta Velha
Pois em suas orações
Ela nunca me esqueceu


02

Preto Velho
Vem de Minas
Caminhou o ano inteiro
Carregou sete calungas
Para salvar o Terreiro
Ê ê ê ê
Ê ê ê a
A banda é boa
Banda de Minas Gerais


03

Benedito é Preto, calunga
Eu também sou Preto, calunga
Ora viva os Pretos, calunga
Eu também sou Preto, calunga
A minha Terra é de Preto, calunga
Eu também sou Preto, calunga


04

Sou Preto, sou Preto,
Sou Preto só na cor
Na alma, na alma
Sou filho de Nosso Senhor


05

A fumaça do cachimbo da vovó
Sobe bem alto
Só não ver quem não quer
O cachimbo da vovó tem mironga
Na barra da saia
Na sola do pé


06

Vovó cochila
Seu cachimbo cai no chão
Vovó cochila
Seu cachimbo cai no chão
É no sopro da fumaça
Que seus inimigos vão
É no sopro da fumaça
Que seus inimigos vão


07

Vovó Catarina
É dona do reino
Vovó Catarina
É dona de gongá
Ela já está no Terreiro
Ora vamos todos saravá


08

Sou Pedro velho macumbeiro
Que me importa que falem de mim
Sou Pedro velho macumbeiro
Com meu pai e minha mãe eu aprendi
Sou Pedro velho macumbeiro
Minha filha cadê minha gongá
Sou Pedro velho macumbeiro
Minha filha olha cobra coral

09

Ô Zé Miromba
Cadê sua dumba
Tá lá nas matas
Tocando macumba


10

Vovó Luiza que chora mironga
Chora Luiza, mãe de Banguela
Vovó Luiza que chora mironga
Chora Luiza mãe de Banguela
Agora que eu quero ver
Vovó Luiza com a cuia na mão
Apanhando águas no rio Jordão


11

O meu Pai Antônio
O meu Pai Antônio
É um preto de fama
O meu Pai Antônio
O meu Pai Antônio
Ele vence demanda
Eu tenho fé
Na Virgem Maria
O meu Pai Antônio
Seja o Nosso Guia


12

Pai Joaquim ê ê
Pai Joaquim ê á
Pai Joaquim chegou de Angola
Pai Joaquim é de Angola, Angolá


13

Pai Joaquim cadê Pai Mané
Tá lá nas matas apanhando guiné
Diga a ele que quando vier
Que suba as escadas
Não bata com o pé



14

Vovó não quer
Casca de coco no Terreiro
Vovó não quer
Casca de coco no Terreiro
Traz lembrança com saudades
Dos tempos do cativeiro


15

Lá vem Vovó descendo a serra
Com a sua sacola
Ela trás a pemba
Ela trás a toalha
Ela vem de Angola
Eu quero ver Vovó
Eu quero ver Vovó
Eu quero ver se filho de Umbanda
Tem querer


16

Com o poder de minha Pai
Minhas cafio
Não há quem possa duvidar
Minhas cafio
Foi o poder que Deus te deu
Minhas cafio
Ê, ê, ê, minhas cafio
Tem Preto Velho no gongá
Ê, ê, ê,
Minhas cafio
Prá todos filhos saravá


17

Preta Velha que fuma cachimbo
Preta Velha que cheira rapé
Preta Velha gosta de marafo
Preta Velha Saracondé
Ô, viva Saracondé
Ô, viva Saracondé

18

Quem vem lá
Quem combate demanda
Filha de Congo é Maria Redonda


19

Oh já vai Preto Velho
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com véu


20

Na beira da praia
Cortando seu guiné
(bis)
Pai Benedito
Conhecido no Terreiro
Por gostar de moça branca
Amansador de feiticeiro


21

Filho de Umbanda
Por que tanto chora
Filho de Umbanda
Por que tanto chora
É vovó Carlota
Que já vai embora
...
Que já foi embora


22

Tatá na Aruanda
Eu na calunga
(bis)
Olha quanta dumba
Zig, zig, zig
Eu sem nenhuma


23

Benedito é Preto, calunga
Mora no roseiral
Se ele é feiticeiro, calunga
Chefe de gongá


24

Bahia ou África
Vem cá, vem cá, vem cá
Força baiana
Força africana
Força divina
Vem nos ajudar


25

Na Bahia
Ninguém pode com baiano
(bis)
Quebra coco
Arrebenta sapucaia
Vamos todos saravá


26

Oh meu Senhor do Bonfim
Valei-me São Salvador
Vamos salvar nossa gente
Povo da Bahia chegou


27

Arriou na linha de Congo
É Congo, é Congo aruê
Arriou na linha de Congo
Agora que eu quero ver


28

Eu corro a minha gira
Com Deus e Nossa Senhora
Eu corro a minha gira
Com todo povo de Angola
29

Aruê minha São Benedito
A coroa de Zambi
Tem gongá
Auê, auê, auê
A coroa de Zambi
Tem gongá


30

E ora vamos saravá Seu Rei de Congo
E ora vamos saravá Seu Rei de Congo
Saravá ele pequenino que ele seja
Seu Rei de Congo ora vamos saravá


31

São Benedito na língua de Zambi
Também sabe ler ê, ê, ê, ê, ê
Se Mucambo é bom
Também sabe ler
(bis)


32

Preta Mina que vem lá da Bahia
Quem, quem
Traz o rosário de Maria
Quem, quem
É o rosário azul e branco
Quem, quem
Para salvar nossos irmãos
Quem, quem


33

Minha agulha, minha didá
Quem não tem agulha
Pra que quer didá
(bis)
Minha ponto é seguro no fundo do mar
Minha ponto é seguro Mamãe Iemanjá
Minha ponto é seguro no fundo do mar
Minha ponto é seguro meu Pai Oxalá


34

Eu sou baiana, sou baiana de Terreiro
Eu sou baiana, sou baiana feiticeira
Com minha faca na cintura eu desafio
Com meu balaio pra salvar
Todos meus filhos


35

Minha galinho cantou
Minha galinho cantou
Minha galinho cantou
Ki qui ri
Minha galinho cantou


36

Venho de longe
Venho de Minas
Samba rê, rê Maxicorê
Minha sete zi cambone
Minha sete zi mucama
Samba rê rê Maxicorê


37

Meu Santo Antônio pequenino
Corre Umbanda devagar
Meu Santo Antônio pequenino
Corre Umbanda sem parar


38

Não tem saia, não tem saia
Não tem saia, mas tem paletó
Chega Vovó, chega Vovó
Chega Vovó é de Ganga Maior


39

Na Bahia tem, que tem orobi
Que tem orobô
Que tem orobi, que tem orobô
Pimenta da Costa
Macumba ioiô
40

É Congo, é Congo, é Congo
É Rei de Congo
É Congo, é Congo, é Congo
Minha Pai é Congo


41

Olha branco que sabe ler
Olha branco que sabe escrever
Olha branco que ainda não sabe
Qual o dia em que vai morrer
Olha branco que sabe, sabe
Olha branco que é sabedor
Olha branco que ainda não sabe
O poder de Nosso Senhor


42

Santo Antônio é santo de mesa
São Benedito é santo maior
Quero ver, quero ver
Na mesa de Umbanda eu quero ver


43

Ora baixa meu povo baixa
Ora baixa devagar
Quando o povo chega no reino
É pra todo mal levar
Povo da Costa é povo bom
Ele é povo de maçada
Quando chega na Aruanda
Fica todo ensarilhado


44

Eu venho de longe
Sem conhecer ninguém
À procura de uma rosa
Que na roseira tem


45

Congos e Cambindas,
Todos vem pra trabalhar
Olha Congo vem por terra
Cambindá vem pelo mar


46

O vento deu no mar
E a marola deu na areia
Pai Antônio é um Preto
Que não bambeia


47

Os quindins, os quindins, os quindins
Ô Mujongo
Olha lá no mar
Olha lá no mar ô Mujongo
Olha Mujongo no mar
A sua Terra é muito longe
Ô Mujongo
Ninguém pode ir lá
Ninguém pode ir lá, ô Mujongo
Olha Mujongo no mar


48

Santo Antônio era menino
Oi Benedito era rapaz
Corre, corre Santo Antônio
Eu quero ver quem corre mais


49

Ele é dono de Terreiro
Já firmou gongá
Saravá meu Pai Antônio
Saravá seu Jacutá


50

Pai Antônio quando vem da Bahia
Ele traz Estrela Guia no peito
(bis)
Quem deu, quem deu
Quem deu, quem dará
Foi nosso Pai Oxalá


51

Vou ralar meu coco
Vou fazer dendê
Vou botar na rua, baiana
Pra você vender


52

És tu meu Santo Antônio
És dono do meu gongá
Se não fosse Santo Antônio
Não sabia corimbar
Se não fosse Santo Antônio
Não sabia trabalhar


53

Pisa no caminho devagar, Preto Velho
Pisa no caminho devagar
Olha que o caminho tem espinho
Preto Velho
Pisa no caminho devagar, Preto Velho


54

O Santo é que está de ronda
O meu Santo Antônio Aruandá
Na Aruandê,na Aruandê, na Aruandá
Santo Antônio na linha de Umbanda
É Ogum,
É o meu protetor
Santo Antônio é quem é meu padrinho
Neste mundo de Nosso Senhor


55

Rei Congo Mujongo maravilha
É quem manda aruê saravá
Rei Congo mandou chamar
É quem manda aruê saravá


56

Cadê a sua pemba
Cadê a sua guia
Ela é Vovó Maria
Seu gongá é na Bahia


57

Se os Pretos Velhos têm
Os Pretos Velhos dá
Corre gira Preto Velho
Corre gira no gongá
Corre gira Preto Velho
Com licença de Oxalá


58

Santo Antônio de pemba
Segura seus filhos
Segura gongá
Eles são filhos de fé
Eles não podem cair
Eles não podem tombar
Mas como caminhou, pemba
Mas como caminhou, pemba
Mas como caminhou
Santo Antônio de pemba
Mas como caminhou


59 (desobsessão)

Meu Santo Antônio pequenino
Olha esse mundo como está
Quem me abraçava antigamente
Hoje quer me apunhalar
Olha seu cordão preto,
Meu Santo Antônio
Eu também sou filho seu
Afastai meus inimigos,
Meu Santo Antônio
Pelo santo amor de Deus


60

Meu cachimbo está no toco
Manda moleque buscar
(bis)
No alto da derrubada
Meu cachimbo ficou lá
(bis)
Que arruda tão bonita
Que Vovó mandou arrancar
(bis)
Mas não chore meu netinho
Que Vovó manda plantar
(bis)


61

Santo Antônio de pemba
Caminhou sete anos
A procura de um filho
Que aqui deixou
Como caminhou meu Santo Antônio
Como caminhou meu Santo Antônio


62

Tia Maria vem no Terreiro
Com saia de merinó
(bis)
No Terreiro de Pai Antônio
Eu vai sambar, eu vai sambar

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2 Re: PONTOS DE PRETOS VELHOS em Qui 14 Maio - 6:54

63

Ela vai, ela vai
Ela vai pra Bahia
Numa mão leva a pemba
N’outra mão leva a guia
Ela vai, ela vai
Ela vai pra Bahia
Vai levando o rosário
Da Virgem Maria
...
Ela foi, ela foi
Ela foi pra Bahia
Foi levando o rosário
Da Virgem Maria


64

Estava na Bahia
Mandaram me chamar
Me deram de presente
Uma pemba e um gongá


65

Vovó quer
Eu vou mandar buscar
Um galhinho de arruda
Pra Vovó vir trabalhar


66

Está iluminada a sua banda
Está todo enfeitado o seu gongá
Meu Pai José
Que veio de Aruanda
Ilumina a sua banda
E o lugar onde eu passar


67

Quem encosta em mim não cai, calunga
Foi o poder que Deus me deu, calunga
Nesse mundo não há, calunga
Um coração igual ao seu, calunga


68

É de ouro só,é de ouro só
É de ouro só o cachimbo da Vovó
Com o seu cachimbo ela defuma a sua banda
Vovó Maria que veio de Aruanda


69

Maria Conga o que é que você quer
Maria Conga o que é que você quer
Quero pemba, quero rosa
Quero folhas de guiné


70

Neste mato tem folha
Tem rosário de Nossa Senhora
Aruê minha São Benedito
São Benedito que nos valha dessa hora


71

Tem vintém, mamãezinha
Não tem não minhas cafio
(bis)
Olha Tia Maria como vem sambando
Olha Tia Maria como vem gingando


72

Santo Antônio é santo maior
Santo Antônio é santo maior
Quem pode com ele é o filho de Zambi
Quem pode com ele é o filho de Zambi
Quem amarra e desata é Santo Antônio
Quem amarra e desata é Santo Antônio
Quem pode com ele é o filho de Zambi
Quem pode com ele é o filho de Zambi


73

Terra zi que Terra, zi que Terra
Zi calunga
Oi viva Congo, calunga
74

São Benedito, é um santo padroeiro
São Benedito, é um santo padroeiro
Se não fosse Benedito
Não acabava o cativeiro


75

Tem coco, tem coco, tem coco
Esse coco, tem dendê
Quem quiser zorô bem feito
Dá baiana prá fazer


76

Preta Velha que vem da Bahia
Corimba de noite
Corimba de dia
Preta Velha com seu patuá
Segura a banda de branco sinhá


77

No Terreiro desse gongá
Flor Branquinha está de pé
Viva a bandeira da Costa
Viva o povo de Guiné
Viva o povo de Aruanda
Saravá rainha de Umbanda
Viva o povo de gongá
Saravá meu Pai Oxalá


78

Eu vim de Angola, bambaruê
Cheguei agora, bambaruê
Com a mão na pemba, bambaruê
Cantei vitória, bambaruê


79

Arriou papai, arriou a sua banda
Salve o povo de calunga
Salve o povo de Aruanda

80

Cadê a minha coco
De bater neste Terreiro
Ai quem mexer com filho meu
Tem que ver com feiticeiro


81

Eu vim, da Aldeia
Brincar com Congo na areia
Brincar com Congo na areia
Brincar com Congo na areia


82

Quando eu venho lá de cima
Eu passei à beira mar
Bota canga no sereno
Deixa canga serená


83 (pólvora)

Eu plantei mandioca
Formiga comeu
Já plantei não planto mais
Minhas zi filhos
Cadê minha gongá
Ô zing, zing, zing, zing
Zing, zing, zing, zá


84

Adeus minha pemba
Adeus minha guia
Minha Terra é muito longe
Meu gongá é na Bahia


85

Eu vim de Angola
Eu trouxe figa de guiné
Trouxe figa de guiné
Para salvar filhos de fé


86

Vou me embora
Vou me embora
Vou daqui para a Bahia
(bis)
Bumba que bumba, que bumba ioiô
Bumba que bumba, que bumba iaiá


87

Mãe Maria lavadeira
Lava roupa de sinhá
Lavou saia de renda
E depois foi entregar
Na Aruanda, na Aruanda
Na Aruanda eu quero ver


88

Andei sete noites
Andei sete dias
Chegou Maria Mina
Que veio da Bahia
Chegou Maria Mina
Dona de gongá
Chegou Maria Mina
P’ros filhos salvar
Pimenta da Costa
Azeite de dendê
Chegou Maria Mina
Pros filhos benzê


89

O biju tá no tacho
Tá no ponto de virar
Marafo tá no coco
Tá bom de tomar


90

Eu venho da Bahia
Com o pano da Costa, rosário e guias
Orobi, orobô
Com a mão nas cadeiras chamando ioiô

91

Bate na cumbuca
Repenica no gongá
Chama nosso povo
E vamos trabalhar


92

Aonde é que Preto Velho mora
Aonde é que Preto Velho gira
Ele mora na beira do rio
Onde o galo não canta
Onde o pinto não pia


93

Oi Cambinda de Umbanda
Seu Pai é Congo
(bis)


94

Se ele é Congo
Deixa Congo arriar
O le le, se ele é Congo
Deixa Congo trabalhar


95

É devagar, é devagarinho
Quem andar com Preto Velho
Nunca fica no caminho
(bis)


96

Na sua Urucaia tem mungunzá
Na sua Urucaia
Na sua Urucaia tem caruru
Na sua Urucaia
Quem é da Bahia tem seu patuá
Na sua Urucaia
Meu Senhor do Bonfim é quem saravou
Na sua Urucaia

97

Eu mandei fazer um baile
Na fazenda do Sinhô
Foi no dia 13 de maio
Quem tinha escravo chorou


98

João Batão, João Batelão
Tu és, tu és meu Pai São Pedro
João Batão, João Batelão
Meu Pai São Pedro em cima d’água


99

Estrela do Céu
Que me disse o Guaiá
Povo de Umbanda que povo será
Povo de Umbanda que está no gongá


100

Baixai, baixai como a rosa
Maria, nossa Mãe extremosa
Anda ver nosso povo de Aruanda
Trabalhando no gongá
Em nossa lei de Umbanda


101

Preto D’ Angola é Preto Velho
Preto que nunca falhou
Galo cantou, Jesus nasceu
Inimigo estremeceu


102

Pinto piou lá na serra
Galo cantou lá na Angola
Sucuri mordeu jibóia
Na barra da sua saia
Tem mironga, ô gente
Tem mironga, ô gente
Tem mironga na barra da sua saia

103

No Terreiro de meu Pai tem pemba
No Terreiro de meu Pai tira mironga
No Terreiro de meu Pai chegou
A Preta Maria Conga


104

A Bahia, a Bahia, a Bahia
A Bahia é de Cristina
Vamos sarava, vamos saravá
Vamos sarava o Terreiro e este Gongá


105

Ai quem mandou à cidade
Negra velha já foi à cidade, ê ê
Fala na língua de Zambi
Oh! Cidade
Negra velha já foi à cidade


106

Sou baiano de mussanga
Samba aqui, samba acolá
Eh, eh, ah, ah
Se tu és filha de mesa
Minha filha
Ninguém pode te levar
Se tu és filha de mesa
Samba aqui, samba acolá
Eh, eh, ah, ah
Deixa ver a tua guia minha filha
Ai deixa ver o seu gongá


107

Tiana chegou aqui nesse gongá
E veio com ordens para trabalhar
Tiana trabalha para os filhos seus
E vence demanda
Com a graça de Deus


108

Dá licença Pai Antônio
Que eu não vim lhe visitar
Eu estou muito doente
Vim pra você me curar
Se a doença for feitiço
Bulalá em seu gongá
Se a doença
For de Deus ai
Pai Antônio vai curar
Coitado de Pai Antônio
Preto Velho curandô
Foi parar na detenção ai
Por não ter um defensor
Pai Antônio é quimbanda, é curandô
Pai Antônio é quimbanda, é curandô
É pai de mesa, é curandô
É pai de mesa, é curandô
Pai Antônio é quimbanda, é curandô
Pai Antônio é quimbanda, é curandô


109

Oi dai-me forças Jesus de Nazaré
Oi dai-me forças pra mim vir trabalhar
Dizem que a Umbanda tem mironga
Tem mironga, Pai Antônio tem gongá


110

Já foi o sol
Já veio a lua
Como é seu nome, minha filha
Eu me chamo Elvira
Olha a chuva que choveu
A terra já molhou
Quem me dera estar agora
Lá na Terra onde eu nasci


111

Bahia é boa pra quem sabe aproveitar
Se não gosta da Bahia,
O que foste fazer lá
Lá na Bahia, corre água sem chover
Se a água de coco é boa
Eu também quero beber
112

Nesse mato tem folha
Tem rosário de Nossa Senhora
(bis)
E aruê minha São Benedito
São Benedito que nos valha dessa hora



113

Virgem Mãe da Piedade
Protetora desta Tenda
Iluminai Sete Encruzilhadas
Para que ele nos defenda
E ao bom velho Pai Antônio
Nós vos pedimos mais luz
Afim de que ele nos ajude
A carregar nossa cruz
E bom e pequenino Pai Joba
Guarda avançado desta Tenda
Nós vos pedimos Senhora
Que sobre ele seu manto estenda


114

Preto Velho anda a pé
Por que quer
(bis)
Pé, pé, pé, Preto Velho
Anda a pé por que quer


115

Cateretê de Preto Velho
É de Congo só
Cateretê de Preto Velho
É de Congo só


116

Oh Vovó Catarina um dia vem
A Senhora é quem sabe
Mais ninguém
Olha seus filhos no gongá
Oxalá é quem manda trabalhar

117

Ela vem salvar seus filhos
Ela veio de bem longe
Ela traz o terço na mussanga
Benedita é o seu nome


118

Estão assoviando lá na Aruanda
Congo e Mujongo estão lhe chamando
Adeus, adeus
Que eu vá embora
Fiquem com Deus e Nossa Senhora


119

Povo de Umbanda
É povo Malembe
Rei Congo, minha Pai, chegou


120

Sou filha de Marimbá
Da rosa baiana
Ora vamos cortar dendê
(bis)


121

Preto Velho foi escravo
Na Terra de Santa Cruz
Quando chega no gongá
Salve os filhos de Jesus


122

Pedro Banguela
É chefe de Munganga
Lá vem Pedro
Desmanchando o arizamba


123

Todo mundo está se rindo
Da corrente do cipó
Vai chamar Maria Conga
Pra cozer meu paletó


124

João Banguela, meu Pai
É chefe de devoção
Quando baixa no Terreiro, meu Pai
Descarrega seus irmãos
João Banguela, meu Pai
É chefe de devoção
Quando baixa no Terreiro, meu Pai
Traz Luiza pela mão


125

Hoje é dia de alegria
Quando o galinho cantou
Trazia fita nos pés
E a cruzinha do Senhor
É de có, é de có, é de có, é de co
No Terreiro de Umbanda
Pai Antônio chegou
(bis)


126

Papai, Mamãe
Vamos fumuná
Olha a volta do mundo
Deus é quem dá


127

Quem vem lá
Sou eu, sou eu
Quem vem lá
Sou eu gente nova


128 (pólvora)

O Sinhozinho quer que chame de doutor
Não pode ser, o cativeiro já acabou
Eu tenho pena, dona
Eu tenho dó, dona
O galo preto batendo no carijó


129

Bahia, Bahia, Bahia de São Salvador
Quem nunca foi à Bahia
Não sabe o que é coisa boa


130

Ora salve Santo Antônio, Mamãe ruê
Salve Luiza, Mamãe rua
Salve ............... que é Mãe de Terreiro
Salve os Pretos que vem saravá


131

Pisa na corrente como gente
Eu piso


132

Vamos ver juntos
Aonde é que eles andam
Eles vão reunir
Todos os filhos de Umbanda


133 (pólvora)

Casamento de minha sinhá
Ora grande festejo se deu
Peixe nós comemos
Espinha de peixe, gatinho lambeu
Ca, ca, ca ro mia
Quem tem olho grande
Não olha pra mim


134 (pólvora)

De longe eu vejo papai na Aruanda
Estão bulindo, estão mexendo
Estão demandando no Terreiro
de Umbanda


135

Nós que somos Pretos
Rei de Congo não se dá
Seu Rei de Congo, ora vamos saravá
Dizer aruê, aruá
Seu Rei de Congo, ora vamos saravá


136

Na linha de africano
Ninguém pode atravessar
Ô segura a pemba ê ê
Ô segura a pemba ê á
Ô segura a pemba ê ê
Ô segura a pemba no gongá


137

Abre a porta do céu São Pedro
Deixa os Pretos trabalhar
Abre a porta do céu São Pedro
Deixa os Pretos curimbar


138

O navio de São Salvador
Saiu da Bahia tão carregado
Bis
Trouxe cravo, trouxe rosa
Vovó Maria que vinha do lado
Eu quero, eu quero, eu quero,
Eu quero, eu quero,
É ver Vovó


139

Meu navio apitou
Apitou em alto mar
Vem trazendo da Bahia
Muita paz nesse gongá


140

Vocês conhecem aquela casa
pequenina
Aonde Tiana morou
Lá morou Nossa Senhora
Na casa em que Jesus abençoou


141

Ela vem sacudir
A toalha do gongá
Com licença de Oxalá
Deixa a Velha trabalhar


142

Vovó Cambinda vai
Ela vai para o lado de lá
Mas ela vai caçar tatu na calunga
E tamanduá


VEJA TAMBÉM:

ESTUDO SOBRE PRETO VELHO (clique)

FIGURAS, IMAGENS, DE PRETO VELHO (clique)

ORAÇÕES ou PRECES (clique)



Última edição por Alex de Oxóssi em Qui 14 Maio - 9:32, editado 4 vez(es)

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3 Re: PONTOS DE PRETOS VELHOS em Qui 14 Maio - 8:11

É meu Preto Velho
É ele que me entende, é ele que me compreende
É ele que eu vou chamar
É meu Preto Velho
É ele que não reluta na hora que eu peço ajuda
É ele que vem ajudar
É meu Preto Velho
É ele que me ilumina, é ele que me ensina
Os passos que devo dar
Está comigo na hora que estou sozinho
Precisando de um caminho seguro pra caminhar
No seu abraço me sinto muito feliz
Ai o Veio me diz, “Meu filho vim te ajudar”
Laia, laia, laia, lalalaia

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